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Trabalhadores em todo o Estado participaram das atividades no Dia Nacional de Mobilização pela Redução da Jornada Desde à s 6h da manhã desta terça/feira, 18, centenas de trabalhadores lotaram o saguão do aeroporto 18/05/2010 Desde às 6h da manhã desta terça/feira, 18, centenas de trabalhadores lotaram o saguão do aeroporto internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, para dialogar sobre a redução da jornada de trabalho com os deputados gaúchos que embarcavam para a capital federal. Atividades previstas como paralisações nas fábricas e a caminhada até o centro da capital foram canceladas devido à chuva. O presidente da CUT/RS, Celso Woyciechowski, disse que o aeroporto é um ponto estratégico para pressionar os deputados gaúchos e dialogar com diversos setores da sociedade, principalmente o setor econômico, que mais luta para que a redução da jornada não seja aprovada. “Aqui podemos apresentar os nossos argumentos para que a PEC 231/95 entre na pauta do Congresso. A redução da jornada é fundamental para elevar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros e por isso o conjunto da classe trabalhadora está se mobilizando hoje”, declarou. Para Woyciechowski, o fim do fator previdenciário e o reajuste dos aposentados, votados recentenmente na Câmara, “é um exemplo do caminho que podemos trilhar e da vitória que iremos conseguir”. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/95) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários e aumenta o adicional de hora extra de 50% do valor normal para 75%, tramita no Congresso Nacional há 15 anos. Para o presidente da Federação dos Metalúrgicos do RS, Milton Viário, esse é um bom momento para a votação da PEC. “Diversos deputados que passaram por aqui se mostraram a favor da redução e a sociedade está bastante receptiva”, avaliou. Sindicatos da região presentes no ato A chuva contínua cancelou as atividades nas portas das fábricas. Estavam previstas paralisações em 12 empresas de Porto Alegre e região metropolitana. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga, Mauri Schoern, contou que a entidade trouxe os trabalhadores para participarem do ato em Porto Alegre. “Lá em Sapiranga estão todos cientes da necessidade da redução, por isso é importante vir até aqui e pressionar os deputados”, explicou. Diversos sindicatos já estão pautando a redução da jornada nas mesas de negociações com as empresas. “O objetivo é nem esperar a votação no Congresso, já que estamos em campanha salarial”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas, Nelson da Silva. O Sindicato de Porto Alegre também tem a redução da jornada como uma das pautas da convenção coletiva. Conforme o presidente da entidade, Lírio Segalla, é importante aproveitar o bom clima de mobilização entre os trabalhadores para conseguir o apoio da sociedade. “Manifestações públicas são fundamentais”, acredita. O secretário de Relações de Trabalho da CUT/RS, Alberto Ledur, ressaltou que a mobilização em todo o país demonstra a união da classe trabalhadora. Para o diretor da Central, Marcelo Carlini, o fim do fator previdenciário e o reajuste dos aposentados demonstra que é possível conquistar as 40 horas, basta o governo fazer sua parte e levar o projeto a votação. Os deputados federais Fernando Marroni (PT), Manuela D’Ávila (PCdoB), Onyx Lorenzoni (DEM) e Renato Molling (PP), entre outros, além de prefeitos de várias cidades gaúchas passaram pelo saguão do aeroporto nesta manhã. Por volta das 9h, começou um ato público, onde representantes de diversas categorias de trabalhadores e de inúmeros sindicatos expressaram o apoio a essa luta histórica do movimento sindical. Dia Nacional de Mobilização Com a finalidade de ampliar a pressão sobre os deputados da Câmara Federal e seu presidente, Michel Temer, para que coloquem a PEC da redução na ordem de votação, a CUT realizou esse Dia Nacional de Mobilização pela Redução da Jornada. As manifestações ocorreram de forma descentralizada, com trabalhadores de todas as regiões do Rio Grande do Sul e do Brasil atrasando a entrada de turnos, paralisando parcial ou integralmente as empresas, fazendo atos de rua, atividades nos locais de trabalho, nos centros urbanos e nas áreas rurais. * Fonte: CUT/RS ** Foto: Daiani Cerezer |