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Brasil Rural Contemporâneo em Porto Alegre A Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária / Brasil Rural Contemporâneo / é o maior 12/05/2010 A Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária / Brasil Rural Contemporâneo / é o maior nome do gênero da América Latina. Em Porto Alegre são 350 expositores em quatro dias de mostra e comercialização de produtos, encontros de negócios e shows. A programação cultural privilegia o encontro sonoro entre a tradição e a contemporaneidade. “Yakupampa”, o show de abertura de quinta/feira, é um mosaico da música do Cone Sul com Richard Serraria (RS) e Giba Giba (RS) no tambor de sopapo, além de convidados argentinos e uruguaios. Ainda na quinta, Gilberto Gil lança nacionalmente seu CD “Fé na Festa” e apresenta músicas inéditas e sucessos como “Esperando na janela”. Ao seu lado, o cordelista e repentista baiano Bule Bule, numa parceria já experimentada e aplaudida na Feira do Rio de Janeiro do ano passado. E com eles as Sambadeiras do Recôncavo, as grandes damas do samba de roda, uma manifestação musical que é patrimônio da humanidade declarado pela UNESCO. Na sexta/feira, Nei Lisboa, vocalista e compositor gaúcho que vai do blues à balada romântica. Em seguida, o grupo paulista Teatro Mágico, que foi recorde de público na Virada Paulista de 2008. Suas músicas, de temática urbana, podem ser todas baixadas pela internet. Ele divide o palco com Pedro Munhoz, que faz um som gaúcho em torno de questões humanas e sociais. No dia 15, sábado, a festa começa com bandas gaúchas de rock. Em seguida, Otto lança seu CD “Certa manhã acordei de sonhos intranqüilos”, cujo título é inspirado na obra do escritor Franz Kafka e apresenta Lirinha (PE), ex/integrante do Cordel do Fogo Encantado. No domingo dia 16, o show de abertura é com a banda gaúcha Funklalister, que se apresenta com equipamentos eletrônicos e um som influenciado pela música negra, do funk ao samba. Fruet e seus cozinheiros apresentam um original som gaúcho contemporâneo. E finalmente pisa o palco o Monobloco, o grupo carioca de Pedro Luís e seus companheiros que viaja da marchinha ao samba de raiz, passando pelo funk e forró. No Tablado de Raiz, destacamos, entre outros: O grupo do sul da Bahia Zambiapunga, que usa enxadas, tambores, cuícas e búzios para louvar seus antepassados escravos. Zâmbia quer dizer deus e punga homem. Os cantadores do Litoral apresentam a música da beira da praia do Rio Grande do Sul, de influência afro/açoriana, com vocais e arranjos caprichados. A Congada Moçambique de Osório se destaca na execução de dança e cânticos sulinos de origem africana. Kako Xavier faz seu espetáculo com base nas quadrinhas maçambiqueiras, um ritmo afro gaúcho do litoral Sul, em que a banda e o público se envolvem com os cantos e danças. O Coco Raízes de Arco Verde apresenta elementos musicais indígenas e sertanejos com surdo, ganzá, triângulo, pandeiro e tamanco. Ele nasceu da união de duas famílias pernambucanas em seu esforço para preservar a forma musical do coco. A pianista e cantora Simone Raslan se apresenta com Xaxados & Perdidos, um som de ritmos nordestinos para dançar e balançar. O Maracatu Estrela de Ouro encerra a programação musical e pede passagem com seus caboclos de lança dançando e cantando o som que se originou dos antigos canaviais pernambucanos. Consulte Programação completa: http://www.mda.gov.br/feirars/ * Fonte: Cut RS |