NotÃcias
CUT/RS e entidades da saúde cobram explicações da prefeitura de Porto Alegre No final da tarde de quarta/feira, 24, a CUT/RS junto com outras entidades realizou um ato em defesa 25/03/2010 No final da tarde de quarta/feira, 24, a CUT/RS junto com outras entidades realizou um ato em defesa do SUS. A manifestação ocorreu em frente à prefeitura e reuniu dezenas de pessoas, a maioria trabalhadores da saúde, que vem sofrendo com o descaso do governo municipal. O objetivo da mobilização foi cobrar explicações da prefeitura sobre o gerenciamento do Programa de Saúde da Família de Porto Alegre, pois o executivo municipal entregou o gerenciamento do PSF para o Instituto Sollus, organização acusada de desviar cerca de 10 milhões dos cofres públicos. Diversas vezes, a prefeitura foi notificada, pelo Ministério Público e Tribunal de Contas sobre a irregularidade no contrato com o Sollus, porém nenhuma providência foi tomada. Durante a mobilização foi realizada a panfletagem de um jornal, produzido pela Central e Fórum de Entidades em Defesa do SUS. A publicação de quatro páginas explica a grave situação da Saúde na capital gaúcha. Abrindo o ato, o secretário de Organização e Política Sindical da CUT/RS, Claudir Nespolo, explicou a importância daquela manifestação para a população de Porto Alegre. “A saúde está sendo mau tratada e nos temos que mostrar isso, pois a grande imprensa não divulga o que está acontecendo”, declarou. O presidente da CUT/RS, Celso Woyciechowski, disse que com o dinheiro desviado seria possível ter pelo menos mais 16 equipes do PSF, para levar mais saúde à população. “Fogaça não atendeu aos apelos do Ministério Público e do Tribunal de Contas e continuou rasgando dinheiro público, entregando o PSF pra Sollus”, sentenciou. O dirigente também falou sobre a campanha, encabeçada pela entidade: “a nossa campanha serve para mostrar à população que a saúde está sucateada. Cada homem e mulher de Porto Alegre têm que exigir a devolução desse dinheiro aos cofres públicos. A CUT, de maneira muito responsável, está cobrando explicação do Fogaça, que pretende sair pela porta dos fundos da prefeitura sem explicar onde está o dinheiro. Porém nós não vamos descansar!” A importância da população ter conhecimento da grave situação da saúde foi ressaltada pelo representante da Intersindical, Joel Soares. “Tem que saber porque sempre que alguém vai a um posto público não tem atendimento, não tem médico, não tem remédio. Isso foi o que o Fogaça fez, um contrato com uma empresa que não existe! Por isso, nós não podemos ficar calados”, acredita. Presidente do Sindisaúde, João Menezes, lembrou que há dois anos os movimentos sociais estavam na frente da prefeitura para denunciar que a Sollus não tinha condições de gerenciar o PSF. “Nós não fomos ouvidos. O contrato foi assinado sem ouvir os trabalhadores e não passou pelo Conselho Municipal de Saúde. Agora estamos com um rombo de mais de 9 milhões e nenhuma explicação do prefeito”, disse. Diversas vezes, o sindicato dos Enfermeiros denunciou a falta de equipamentos, profissionais, medicamentos e condições básicas de trabalho, como relatou a diretora da CUT/RS Nelci Dias. Para ele, os participantes do ato, mostravam que tinham responsabilidade e compromisso com o povo e com a saúde em Porto Alegre. “O prefeito Fogaça dá as costas pra tudo isso! O prefeito admite que tem corrupção, só não admite que foi alertado sobre a situação da Sollus”, acredita. Para a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria Letícia falar da saúde em Porto Alegre é falar de uma crise constante. Ela relatou que o prefeito fez pouco caso das análises do Conselho sobre o Sollus, por isso o material dói encaminhamos para o Ministério Público e Tribunal de Contas. “Esse dinheiro que foi desviado está fazendo falta sim e para a população que mais precisa”, garantiu Letícia. Por fim, o representante do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA), Laudenir Figueiredo, declarou que os movimento sociais estavam na rua não só para cobrar os 10 milhões, mas principalmente para denunciar que o serviço de saúde em Porto Alegre está precário. “Não há condições de trabalho e os postos estão em condições precárias”, contou. Os vereadores de Porto Alegre Carlos Comassetto (PT), Adeli Sell (PT), Carlos Todeschini (PT), Oliboni (PT), Maria Celeste (PT), Sofia Cavedon (PT), Pedro Ruas (PSOL) e Fernanda Melchionna (PSOL) e o deputado estadual Elvio Bohn Gass (PT) participaram do ato. * Fonte: CUT/RS ** Fotos: Daiani Cerezer |