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Centrais sindicais debatem reajuste do piso regional Uma audiência pública entre as centrais sindicais (CUT, CTB, CGTB, UGT, NCST e Força Sindical) foi r 16/03/2010 Uma audiência pública entre as centrais sindicais (CUT, CTB, CGTB, UGT, NCST e Força Sindical) foi realizada na manhã desta terça/feira, 16. O encontro que debateu o reajuste do salário mínimo regional aconteceu na sala do Fórum Democrático, na Assembleia Legislativa. Cerca de 40 pessoas acompanharam a audiência coordenada pelo presidente da CUT/RS, Celso Woyciechowski. Na abertura da reunião, o dirigente cutista ressaltou a importância do piso regional para fortalecer a economia, melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e desenvolver o Rio Grande do Sul. “Essa grande mobilização é importante para conquistarmos o reajuste de 13,03%. E nossa expectativa é melhor esse ano do em 2009, quando nem se quer fomos recebidos pelo governo. E havia também a crise financeira e o grande número de demissões. Esse ano já houve uma retomada nos postos de emprego e teremos uma safra recorde. O que precisamos é de mobilização nas nossas categorias para garantir essa vitória”, declarou Woyciechowski. Ele destacou também a necessidade de discutir o PL 262/2009 do deputado Heitor Schuch, que propõe a antecipação da data base no Estado para o dia 1º de janeiro, além de pressionar os deputados para que levem o projeto para votação no plenário. Para o presidente da CTB/RS, Guiomar Vidor, o Rio Grande do Sul está na contramão do desenvolvimento. “Nós fomos o primeiro Estado a criar o mínimo regional e agora temos um governo que está enterrando a nossa conquista”, acredita. A importância dos trabalhadores estarem inseridos nas discussões sobre o reajuste foi destacada pelo Paulo Barch, da UGT. “A UGT está disposta a participar de atos e mobilização junto com os trabalhadores para valorizar o nosso mínimo”, acrescentou. Já César Pacheco Chagas, da CGTB, defendeu que o reajuste do mínimo não é aumento e sim uma conquista dos trabalhadores. O vice/presidente da NCST/RS, Oniro Camilo, acredita que a união das centrais é o caminho para a valorização do piso regional e defendeu que a data base no Estado seja antecipada. E Carlos Barbosa, da Força Sindical, disse que a política de fortalecimento do mínimo é importante para o crescimento da economia. Reajuste de 13,03% Após as intervenções das centrais sindicais, o economista e assessor do Dieese, Ricardo Franzoi, explicou como as entidades chegaram ao reajuste sugerido de 13,03%. Esse valor é a soma do reajuste do salário mínimo em janeiro de 2010 (9,68%), mais o índice de recuperação do valor histórico (16,21%), dividido em 5 parcelas (3,05%). Franzoi também comparou a evolução do piso gaúcho com outros estados. “No Rio de Janeiro, o reajuste foi de 13,5%. No Paraná, foi de 9,5% para a menor faixa e de 21,5% para a maior”, relatou. Após, representantes de diversas federações manifestaram suas opiniões. Os deputados estaduais, Heitor Schuch (PSB) e Raul Carrion (PC do B) acompanharam a audiência. Casa Civil Nesta quarta/feira, 17, as centrais sindicais serão recebidas na Casa Civil para debater o reajuste do piso regional com o governo estadual. * Fonte: CUT/RS ** Foto: Renata Machado |